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sexta-feira, 17 de junho de 2011

O Grito de Fernanda do Vale!


    Chegou a vez de Fernanda dividir seu grito e revelar como foi participar do projeto!

Como foi escrever textos tendo como ponto de partida 2 quadros famosos?

  Bom, eu escrevo pouco, mas tudo que escrevo é sempre baseado nas minhas emoções, nos meus momentos, por isso no início foi difil conceber a idéia de escrever algo com base numa coisa que não era minha... Mas aos poucos foi fluindo... No final acabei gostando! Foi uma experiência otima, tanto o fato de escrever, quanto o de ouvir os outros contos e poemas que sairam todos de uma mesma base e tomaram perspecivas tão diferentes. 

Escrever o conto ou o poema?

   Sem dúvida nenhuma, o conto! - Nunca tinha escrito uma poesia antes, e também nunca fui de ler muitas poesias. Me sinto mais a vontade na prosa, tenho mais liberdade, flui mais fácil... Esse conto, em especial foi importante pra mim, já que foi feito com a lembrança um familiar muito querido meu... É curto, mas pra mim tem muita profundidade, significa muito.


Que autores costuma ler?

   Sou muito curiosa, leio pela história e não pelo autor... Gosto de historias envolventes daquela que prendem agente e fazem ter vontadee de engolir o livro inteiro só pra saber o final... Sou muito ecletica quanto a isso...

Possui Blog ou outra ferramenta de divulgação de textos?

Tenho um blog que anda meio abandonado o coitado... A correria diária corta um pouco a inspiração... mas como o proprio nome diz ele está "Em eterna constrção..."

Clique AQUI para conferir o blog!

   Acho que estéticamente o poema ficou melhor que o conto. Porém Sem dúvidas o conto me causou mais impacto no final. Se é pra escolher fico com o conto!

Semana quem vem teremos o grito de Arthur Mota!

domingo, 12 de junho de 2011

Um grito de Amor!


Sete gritos de amor e desamor nesse Dia dos Namorados para vocês.

Selecionamos algumas  passagens do amor pela literatura ...

para Edson Avlis...‏

O amor entre Baltazar e Blimunda em "Memorial do Convento" de Saramago.


para Fernanda do Vale...

Gosto da visão do amor de Baudelaire. Por isso, o livro escolhido: 

As flores do mal - Charles Baudelaire.


Para  Edimar Gonçalves...

  "- (...) Quanto vivemos de bom, de belo e positivo ali, um para o outro, olhando-nos, acarinhando-nos, e nem um turbilhão de palavras teria competência e qualificação para tanto revelar. Desculpas e desculpas silenciosas. Nenhuma palavra e tudo dito, compreendido e assimilado. Talvez eu nem consiga descrever precisamente toda aquela emoção.Foi uma luta contra a individualidade e o orgulho individuais. Toquei-lhe as mãos levemente, e senti-as trêmulas. (...) Meu sonho era ali a representação toda de carência afetiva, do desespero emocional, da falta de carinho, de compreensão. Não era eu - conforme julgara - que estava carecendo de apoio. Pensei em parar, mas prossegui, embora a sentisse distante, arredia. E outra vez toquei-lhe o rosto, e afaguei-lhe os cabelos... e me olhou com um jeito tão meigo-desesperado, que senti um nó na garganta. (...)"   

                                                     FERREIRA, Betânia. Desejo Cigano. Recife: Comunicarte, 1995. 



Para Dany Vieira...

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar!Amar!E não amar ninguém!

Recordar?Esquecer?Indiferente!...
Prender ou desprender?É mal?É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

de Florbela Espanca 


Para José Jaime...

Os Dragões não conhecem o paraíso - Caio Fernando Abreu


    Se o leitor quiser, este pode ser um livro de contos. Um livro com 13 histórias independentes, girando sempre em torno de um mesmo tema: amor. Amor e sexo, amor e morte, amor e abandono, amor e alegria, amor e memória, amor e medo, amor e loucura. Mas, se o leitor quiser, este pode ser uma espécie de romance-móbile. Um romance desmontável, onde essas 13 peças talvez possam completar-se, esclarecer-se, ampliar-se ou remeter-se de muitas maneiras umas às outras, para formarem uma espécie de todo. Aparentemente fragmentado, mas, de algum modo ― suponho ―, completo.


Para Dany Forcioni...

   "Os amantes e os loucos tem cérebros ardentes,fantasias visionárias que percebem o que a fria razão jamais compreenderá.O louco,o amante e o poeta são todos feitos de imaginação[...]O olhar do poeta,no seu belo delírio,vai alternadamente do céu à terra e da terra ao céu;cria formas de coisas desconhecidas,a pena do poeta as metamorfoseia dando ao inexistente quimérico uma morada um nome" Teseu

Sonho de uma noite de verão - Shakespeare 


Para Raphael Alves...

   Entre tantas opções - selecionei - Convivendo com Amor de Simone de Beauvoir - porque ela fala sobre Amor e Liberdade  como complemento e não como obstáculo. A relação entre Simone e Sartre é um exemplo de amor verdadeiro. Para Sartre o amor não era possessão - amor significava amar a outra pessoa como um ser livre. Quando Beauvoir levantou a espinhosa questão do ciúme, Sartre disse que, se contassem tudo um ao outro, um nunca se sentiria excluído da vida do outro. Não deveriam ter segredos. Em casos amorosos, dúvidas, inseguranças e obsessões, deveriam ter como objetivo a abertura total. Ele chamava isso de “transparência" - Trecho da biografia escrita por Hazel Rowley.


Convivendo com Amor

    "Dois seres que se amam profundamente não precisam de outras justificativas para amar a vida. Bastam-se, não precisam de nada nem de ninguém. O amor autêntico, que pode ser preservado apesar da passagem dos anos, dá à vida todo o sentido, toda a sua razão de ser. Não é a única forma de dar razão à existência (o compromisso social, o sentimento de fazer progredir o mundo em que vivemos, a amizade, etc., também podem construir este sentido), mas pode ser a mais bela razão de viver que existe. O que me entristece é que o casal permaneça unido pelo hábito, pela pressão social... Logo que dois seres se sentem ligados não tanto por se amarem, o que era libertação e plenitude transforma-se em angústia e prisão. Sartre e eu nunca vivemos juntos e sempre considerámos ser livres de correntes que nos prendessem um ao outro. Se permanecemos unidos toda a vida, foi porque nos amámos profundamente e porque, livremente, sempre tivemos vontade de estar um com o outro. E isso é a coisa mais bela que pode acontecer a um ser humano. O amor dá força e coragem para enfrentar o mundo e a vida, a dois e não a um só. É muito!" 

Simone de Beauvoir


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Ecos do Grito!


    No dia 28 de maio, o som do grito (em forma de poemas) partiu para mais uma temporada de avaliação e comentários  nas mãos da professora Rose Mary Fraga.

 A entrega foi realizada pelas alunas - Danyela Forcioni e Fernanda do Vale.

Até breve!