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domingo, 12 de junho de 2011

Um grito de Amor!


Sete gritos de amor e desamor nesse Dia dos Namorados para vocês.

Selecionamos algumas  passagens do amor pela literatura ...

para Edson Avlis...‏

O amor entre Baltazar e Blimunda em "Memorial do Convento" de Saramago.


para Fernanda do Vale...

Gosto da visão do amor de Baudelaire. Por isso, o livro escolhido: 

As flores do mal - Charles Baudelaire.


Para  Edimar Gonçalves...

  "- (...) Quanto vivemos de bom, de belo e positivo ali, um para o outro, olhando-nos, acarinhando-nos, e nem um turbilhão de palavras teria competência e qualificação para tanto revelar. Desculpas e desculpas silenciosas. Nenhuma palavra e tudo dito, compreendido e assimilado. Talvez eu nem consiga descrever precisamente toda aquela emoção.Foi uma luta contra a individualidade e o orgulho individuais. Toquei-lhe as mãos levemente, e senti-as trêmulas. (...) Meu sonho era ali a representação toda de carência afetiva, do desespero emocional, da falta de carinho, de compreensão. Não era eu - conforme julgara - que estava carecendo de apoio. Pensei em parar, mas prossegui, embora a sentisse distante, arredia. E outra vez toquei-lhe o rosto, e afaguei-lhe os cabelos... e me olhou com um jeito tão meigo-desesperado, que senti um nó na garganta. (...)"   

                                                     FERREIRA, Betânia. Desejo Cigano. Recife: Comunicarte, 1995. 



Para Dany Vieira...

Amar!

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar!Amar!E não amar ninguém!

Recordar?Esquecer?Indiferente!...
Prender ou desprender?É mal?É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó,cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

de Florbela Espanca 


Para José Jaime...

Os Dragões não conhecem o paraíso - Caio Fernando Abreu


    Se o leitor quiser, este pode ser um livro de contos. Um livro com 13 histórias independentes, girando sempre em torno de um mesmo tema: amor. Amor e sexo, amor e morte, amor e abandono, amor e alegria, amor e memória, amor e medo, amor e loucura. Mas, se o leitor quiser, este pode ser uma espécie de romance-móbile. Um romance desmontável, onde essas 13 peças talvez possam completar-se, esclarecer-se, ampliar-se ou remeter-se de muitas maneiras umas às outras, para formarem uma espécie de todo. Aparentemente fragmentado, mas, de algum modo ― suponho ―, completo.


Para Dany Forcioni...

   "Os amantes e os loucos tem cérebros ardentes,fantasias visionárias que percebem o que a fria razão jamais compreenderá.O louco,o amante e o poeta são todos feitos de imaginação[...]O olhar do poeta,no seu belo delírio,vai alternadamente do céu à terra e da terra ao céu;cria formas de coisas desconhecidas,a pena do poeta as metamorfoseia dando ao inexistente quimérico uma morada um nome" Teseu

Sonho de uma noite de verão - Shakespeare 


Para Raphael Alves...

   Entre tantas opções - selecionei - Convivendo com Amor de Simone de Beauvoir - porque ela fala sobre Amor e Liberdade  como complemento e não como obstáculo. A relação entre Simone e Sartre é um exemplo de amor verdadeiro. Para Sartre o amor não era possessão - amor significava amar a outra pessoa como um ser livre. Quando Beauvoir levantou a espinhosa questão do ciúme, Sartre disse que, se contassem tudo um ao outro, um nunca se sentiria excluído da vida do outro. Não deveriam ter segredos. Em casos amorosos, dúvidas, inseguranças e obsessões, deveriam ter como objetivo a abertura total. Ele chamava isso de “transparência" - Trecho da biografia escrita por Hazel Rowley.


Convivendo com Amor

    "Dois seres que se amam profundamente não precisam de outras justificativas para amar a vida. Bastam-se, não precisam de nada nem de ninguém. O amor autêntico, que pode ser preservado apesar da passagem dos anos, dá à vida todo o sentido, toda a sua razão de ser. Não é a única forma de dar razão à existência (o compromisso social, o sentimento de fazer progredir o mundo em que vivemos, a amizade, etc., também podem construir este sentido), mas pode ser a mais bela razão de viver que existe. O que me entristece é que o casal permaneça unido pelo hábito, pela pressão social... Logo que dois seres se sentem ligados não tanto por se amarem, o que era libertação e plenitude transforma-se em angústia e prisão. Sartre e eu nunca vivemos juntos e sempre considerámos ser livres de correntes que nos prendessem um ao outro. Se permanecemos unidos toda a vida, foi porque nos amámos profundamente e porque, livremente, sempre tivemos vontade de estar um com o outro. E isso é a coisa mais bela que pode acontecer a um ser humano. O amor dá força e coragem para enfrentar o mundo e a vida, a dois e não a um só. É muito!" 

Simone de Beauvoir


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Gritos e Botas - por Gerusa Leal


    Segue mais uma importante colaboração com nosso projeto. Dessa vez um conto e um poema foram analisados e comentados pela escritora Gerusa Leal. 

Conto - Um novo ideal para um par de sapatos, de Rafael Eduardo.
Poema- ( Sem título ), de Danielly Vieira - Que você conheceu AQUI

Sobre Gerusa...

     Gerusa Leal nasceu em Recife, Pernambuco, mora em Olinda e é autora de contos e poemas publicados nas coletâneas Contos de Oficina, organizadas pelo escritor Raimundo Carrero, Pimenta rosa, O fim da velhice, O talento com as palavras, Panorâmica do conto em Pernambuco, Anais da FLIPORTO, Haikais poemínimos senryus, Recife Conta o São João (pela Fundação de Cultura Cidade do Recife) e em alguns blogues literários. Conquistou premiação nos concursos Luís Jardim, com o conto "Por um triz"; Prefeitura de Cordeiro – RJ, com "Anacy"; Maximiano Campos, com "Os brincos prateados"; Fliporto com o poema "Momento", e o prêmio Edmir Domingues de Poesia 2007 da Academia Pernambucana de Letras, com o livro de poemas Versilêncios.

Sobre o Conto...
Trecho
"Lembrava-se do que antes achava serem seus dias de glória, quando transitava por doces ruas, inalando o talco dos pés perfumados... quando contemplava um futuro de bota de rei. Contemplação efêmera."

   Li o conto e quero parabenizar o autor pela criatividade e originalidade do texto. Evidentemente, escrever é, acima de tudo, reescrever. Claro que meu comentário se reveste de todas as minhas preferências pessoais, portanto sem nenhuma conotação de certo ou errado, em que pese ter lido ainda ontem, em entrevista de José Castello ao Diário de Pernambuco, que "A literatura não é o campo do acerto, mas do erro. A questão, em literatura, não é acertar, mas errar bem. O que é o erro? É a maneira com que nos desviamos da regra, da norma, do "certo". É uma espécie de dissonância, com que afirmamos nossa singularidade diante do real. A questão, portanto, é encontrar a sua maneira pessoal de "errar", que é sempre única e imprevisível. Perseguir sua voz interior, fundar os preceitos de sua própria escrita, encontrar a própria voz." pois "Um escritor só se forma na mais absoluta solidão."

     Portanto, permitam-me comentar o texto a partir de minha maneira pessoal de "errar". Que se aproveite o que tiver proveito, e se descarte o que não fizer sentido, afinal, o autor é o dono do texto.

      Como é solicitado que se diga o que não funciona, sugestões, eliminações, dicas, achei melhor copiar o texto em Word, pois lá a ferramenta de inserção de comentários me auxilia a organizá-los. 

 A análise completa do texto foi entregue ao autor - Rafael Eduardo, e estará disponível na integra, no livro de análise que será organizado em breve.

Sobre o poema...
Trecho
É música no bico desse artista
Que geme e grasna e grita um pesadelo
De visões desgraçadas que eu mereço

   Gostei muito do poema. Forma e conteúdo se amalgamam, o ritmo, a métrica, as rimas internas. No entanto, como a opção for pela forma fixa, me arranhou um pouco o ouvido a segunda estrofe. De repente, do segundo verso em diante as tônicas e a métrica claudicam, as rimas parecem forçadas. Acho que é uma estrofe que merecia ser retrabalhada. Reafirmando que gostei bastante do poema.


Um grande abraço e obrigada pela oportunidade do exercício da análise e da crítica.

Nosso grupo agradece o apoio e a disponibilidade.
Aguardamos a escritora no lançamento em novembro!


Para viajar nas palavras de Gerusa  - Clique AQUI

terça-feira, 26 de abril de 2011

A viagem das Botas!


A viagem das Botas!

     Ontem (dia 25/04) as botas foram entregues a professora Renata Pimentel pelos alunos Arthur Mota e Danielly Vieira! 

      A novidade é que elas vão viajar com a professora para São Paulo, onde ocorrerá o lançamento do livro COPI, transgressão e escrita conformista.


 Dia 27/04 é dia do grito acompanhar a professora Rose Mary Fraga! 

Boa viagem!

domingo, 24 de abril de 2011

O grito de Danielly Cristina!


        Já que temos 21 pares de botas para andar nesses 7 meses que faltam para o lançamento, nada melhor que conhecer um pouco cada uma deles e dividir experiências. Pra sintonizar a galera, decidimos apresentar um pouco do trabalho e das palavras divulgadas por alguns alunos que verbalizam suas opiniões.  
        A sortuda para iniciar essa caminhada foi Danielly Vieira, que apresentou um pouco sobre seu contato com a escrita e sua relação com Catarina!

      
     "Bom, antes de começar a falar do meu blog, acho que preciso começar a falar da Catarina. Catarina surgiu em um momento incomum, um trabalho de produção escolar que eu precisava de uma personagem e esse nome surgiu, mas Catarina só nasceu verdadeiramente com o texto Masmorra (que está no blog) e não me abandonou mais. Costumo brincar de que ela é uma mistura de alma gêmea com alterego. O blog surgiu depois, da necessidade de explorar a Catarina."


     "Eu escrevo desde os 11 anos, desde que meu pai faleceu. Era só um jeito de expressar minhas dores, meus desejos. Mas com o tempo se transformou em puro prazer. Eu não sei se tenho um estilo definido, mas, nesses oito, nove anos dá nitidamente pra perceber a diferença (tem algumas poucas postagens com textos antigos). "

     "Dificuldades?... Não vejo dificuldades para escrever. Escrevo quando eu quero, quando dá vontade ou quando me pedem. Bem simples. (O que não quer dizer que seja tudo bom RS).
E o que eu mais gosto em escrever são as inúmeras possibilidades que esse ato me proporciona. Eu crio diferentes vidas, diferentes sentires, diferentes quereres e construo em volta deles. Como uma criança brincando de lego ou como um deus." 

A fim de viajar com Catarina
Clique AQUI

 Danielly escreveu para o projeto o conto No Céu com diamantes e um Soneto ainda sem título.
Seus escritores preferidos são : Jostein Gaarder e Hilda Hilst.